Começou!!! Avenidas e ruas das esquinas principais de Uberlândia-MG estão poluídas. A poluição visual é ridícula. Porcalhões!
A poluição eleitoral melhorou muito de uns anos para cá em razão de novas normas. Mas é preciso avançar. Não concordo que espaços públicos sejam utilizados para colocação de “santões” (santos?) de candidatos de qualquer espécie. Primeiro, porque se todos os candidatos tivessem condições conômicas para fazer o mesmo, seria o caos urbano. Segundo, porque denuncia o abuso econômico, afinal não sai barato fazer tais materiais de campanha. Terceiro, porque as ruas e avenidas são bens públicos e é ao menos moralmente errado utilizá-las de tal forma. Dizer que isso é democracia é uma deturpação do que seja democracia. Interessante que se um trabalhador quiser vender cachorro quente sem autorização pública na praça será interpelado pela fiscalização, mas – nas eleições – o poder econômico pode emporcalhar os espaços públicos como bem quiser. A maioria dos candidatos vive se dizendo preocupado com o meio ambiente. Nas campanhas deles, porém, não parece... E as caras das pessoas balançando bandeiras nas ruas e avenidas? Um desânimo só! Não creio que estejam ali, por ideologia. Certamente, não creio. Além da poluição visual, a poluição sonora também já está aí. Carros daquele tipo em que se abre o porta-malas para deixar grandes caixas de som defecando decibéis sobre o pobre do motorista em sua traseira. Em casa o dia todo desde de cedo até a noite carros passando na porta das casas com as "musiquetas" dos candidatos cada uma mas alta que a outra, na porta do estádio Parque do Sábia, Camaru acho que nem existe palavras para descrever a falta de respeito com as pessoas que ali estão para o evento, seja o jogo de futebol ou o parque de exposição. Eles devem pensar que o ouvido do eleitor é penico. Poluição sonora é prejudicial à saúde, então devo concluir que saúde não é prioridade para o candidato. O Brasil avança, e sou otimista quanto a isso. Mas tem que avançar mais. O poder econômico nas campanhas persiste e pouca ou nenhuma importância se dá para a saúde urbana. Alguns poucos candidatos imprimem toneladas de material e colocam por aí, nas ruas e avenidas, como se as ruas e as avenidas fossem espaços deles. Além da papelada que é jogada nas ruas, sem qualquer critério. Massificação de nome, este é o jogo, custe o que custar. E quem paga o preço da poluição urbana? Quem? Fico imaginando quanto custou cada “santão” . Fico imaginando se os vencimentos dessas pessoas são suficientes para arcar com os custos. Fico imaginando se as doações partidárias são suficientes para arcar com estes custos. Fico imaginando, enfim, sobre de onde sairá o dinheiro que pagará o “emporcalhamento” eleitoral das ruas. Fico imaginando o que os doadores de dinheiro para campanha pedem após a eleição dos que receberam quantias. Fico imaginando o porquê da reforma eleitoral estrutural não caminhar no Congresso Nacional... E fico imaginando se os nobres candidatos irão sair às ruas, em caso de chuva, para limpar a sujeira que o material de campanha deles fará na cidade.
Deixe sua opinião, quem sabe os candidatos possam refletir se realmente estão corretos nestas atitudes de poluir a entrada dos eventos, ruas e avenidas.
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